ASPROC e Consea-AM realizam doação de 50 kg de pirarucu para catadores de reciclagem em Manaus

Em uma ação solidária e de fortalecimento da segurança alimentar e nutricional a Associação de Produtores Rurais de Carauari (ASPROC) doou 50 quilos de pirarucu à Associação de Catadores Filhos e Filhas de Guadalupe- ASCAFIGUMA, localizada no bairro Colônia Terra Nova, zona norte de Manaus. A entrega foi realizada nesta terça-feira, 15, com o apoio do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado do Amazonas (Consea-AM) e da Coordenação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror-AM). A doação beneficiou 30 famílias de catadores de materiais recicláveis, que tiveram seu espaço de trabalho e geração de renda comprometido após a estrutura da galeria de escoamento do prédio, cedido pela Arquidiocese de Manaus, ser afetada. A entrega simbólica do pescado foi feita pelo presidente do Consea-AM, Clodoaldo Pontes, que ressaltou a importância da participação e compromisso social entre a sociedade civil, o poder público e as organizações comunitárias: “Todo dia, toda hora é momento de praticar a segurança alimentar e nutricional começa com ações como esta, que conectam o alimento saudável e de origem sustentável à mesa de quem mais precisa. É uma demonstração concreta de solidariedade e afeto a estes trabalhadores que vivem da reciclagem em Manaus ”, afirmou. Produzido de forma sustentável por comunidades tradicionais extrativistas do Médio Juruá, o pirarucu doado é fruto do manejo comunitário de lagos, apoiado pela ASPROC, que há mais de trinta anos promove geração de renda e conservação ambiental no Amazonas. A ação evidencia a força das redes de cooperação e o papel estratégico da agricultura familiar e da produção da sociobiodiversidade no enfrentamento à insegurança alimentar e nutricional no Amazonas e na Amazônia. Foto: Divulgação Texto: Fabíola Abess

Mulheres fortalecem sua atuação na cadeia do pirarucu

Mulheres indígenas do Território Paumari contaram em vídeo como é participar do manejo do pirarucu.

Texto: Fabíola Abess | ASPROC – Publicado em: 25.03.2025 Durante o Mês da Mulher, a importância da participação feminina na cadeia produtiva do pirarucu manejado ganha visibilidade por meio de uma ação especial promovida pelo GT de Comunicação do Coletivo do Pirarucu, em parceria com a Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC), membro deste grupo e organização responsável pelo arranjo comercial do Gosto da Amazônia. Durante todo o mês de março, as mulheres que atuam no manejo sustentável do pirarucu Gosto da Amazônia estão sendo homenageadas através de áudios e vídeos que trazem seus relatos sobre a pesca e a transformação que essa atividade proporciona em suas vidas e comunidades. A iniciativa parte também de um movimento para dar visibilidade ao GT de Gênero, Juventudes e Intersecções, criado em novembro de 2023 durante a 10ª Reunião do Coletivo do Pirarucu. Dentre essas vozes, destaca-se Ivaneide Souza Lima, manejadora de pirarucu da Comunidade do Botafogo, localizada na Reserva Extrativista (Resex) do Baixo Juruá. Para ela, ser uma mulher no manejo ainda é um desafio, mas também uma missão. “Quando entrei no manejo, eu era a única mulher a participar com os homens. Foi difícil, sempre tem alguém para discordar da participação das mulheres. Mesmo assim, isso não me abala e não vou permitir que nenhuma das colegas desista. Essa é a nossa vocação, cuidar da natureza.”, revelou a liderança. Outra liderança feminina que reforça esse protagonismo é Fernanda Morais, presidente da Associação das Mulheres Agroextrativistas do Baixo Médio Juruá (AMAB) e manejadora da Comunidade Lago Serrado, no Território Médio Juruá. Para ela, a presença feminina no manejo representa uma conquista social e econômica para o território, “uma das coisas mais importantes no manejo é o empoderamento feminino, poder ver que as mulheres têm demonstrado a sua voz e que elas têm capacidade, podendo opinar nas tomadas de decisões.”, disse Fernanda Morais. Em números Neste ano, a pesca do pirarucu manejado contou com a participação de 243 mulheres, com idades entre 16 e 59 anos, segundo os dados do relatório Manejo de Lagos 2024, elaborado pela ASPROC. No entanto, a presença feminina no setor ainda enfrenta desafios, refletindo desigualdades históricas. De acordo com o relatório “Desenvolvimento Territorial no Médio Juruá com Sustentabilidade e Inclusão Social”, publicado pela ASPROC em 2023, as mulheres representam 34,11% da força de trabalho nas cinco principais cadeias produtivas em que a associação atua: pirarucu, borracha, açaí, oleaginosas e agricultura familiar. Diante desse cenário, a ASPROC tem desenvolvido ações para fortalecer a inclusão e o empoderamento das mulheres na Amazônia, promovendo formações, dando visibilidade às suas conquistas e incentivando sua presença em todas as etapas das cadeias produtivas. Além disso, a atuação feminina no manejo sustentável do pirarucu desempenha um papel fundamental na permanência dos jovens em seus territórios. Ao se tornarem referências no setor, as mulheres estimulam as novas gerações a permanecerem envolvidas na pesca artesanal, garantindo a continuidade dessa tradição, a geração de renda e a preservação das florestas. Dessa forma, sua participação ativa contribui para a redução do êxodo rural e o fortalecimento das comunidades ribeirinhas, promovendo a sustentabilidade e o futuro do manejo comunitário. GT de Gênero, Juventudes e Intersecções O Grupo de Trabalho (GT) de Gênero, Juventudes e Intersecções tem como objetivo fomentar a reflexão, o debate, a visibilidade e o empoderamento de mulheres e jovens no manejo do pirarucu no Amazonas. Sua criação surgiu da necessidade de dar visibilidade à diversidade dentro do manejo, com foco no trabalho de mulheres, juventudes e outros grupos sociais invisibilizados. O GT busca construir caminhos mais justos e equitativos dentro da cadeia produtiva, criando condições para que todas as pessoas tenham acesso às oportunidades. Para isso, aposta na produção e gestão do conhecimento, na formação contínua, na governança inclusiva e na captação de recursos para garantir infraestrutura adequada e suporte técnico. Dessa forma, pretende superar desafios como a falta de rede de apoio, o preconceito e a escassez de oportunidades, promovendo o empoderamento, a unidade e o reconhecimento das mulheres no manejo do pirarucu Mulheres indígenas do Território Paumari contaram em vídeo como é participar do manejo do pirarucu. Foto: Tainara Proença

ASPROC se destaca em parceria para fortalecer cadeia do pirarucu

Reconstrução do entreposto do pescado em parceria direta com o Fundo Vale fortalece a cadeia produtiva do pescado no Médio Juruá Texto: Fabíola Abess | ASPROC – Publicado em: 20.02.2025 Lideranças do Médio Juruá através das coordenações da ASPROC têm atuado ao lado de organizações parceiras pela floresta em pé. Foto: Fabíola Abess A Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC) tem se destacado na construção de parcerias estratégicas que levam soluções reais para o Médio Juruá e fortalecem a cadeia do pirarucu manejado. Um exemplo dessa capacidade é a parceria direta com o Fundo Vale por meio do programa SustentaBio – Aliança para o Desenvolvimento Sustentável, apoiado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Essa iniciativa viabiliza a reconstrução do Entreposto Comunitário de Beneficiamento de Pescados da ASPROC em Carauari – que está  em andamento, amplia a participação de lideranças em espaços de decisão e impulsiona a comercialização do pirarucu Gosto da Amazônia. Adevaldo Dias, presidente do Memorial Chico Mendes e assessor da ASPROC, destacou a importância das conexões estratégicas da associação. “A ASPROC tem tido uma capacidade muito grande nos últimos anos de agregar parceiros dos mais diversos aspectos.” Segundo ele, essas parcerias possibilitam levar ao Médio Juruá, especialmente para a cadeia do pirarucu, soluções que não seriam viáveis sem essa articulação. Como exemplo, citou a iniciativa do SustentaBio, que inclui lideranças nos espaços de tomada de decisão e discussão sobre a melhoria das cadeias produtivas, além de promover e apoiar o manejo do pirarucu. O Sustenta.Bio iniciou sua estruturação em 2023 como fruto de uma parceria entre o ICMBio e Fundo Vale e conta com seis organizações correalizadoras que atuam na região amazônica há muitos anos, e com reconhecidos resultados, além da ASPROC  (Associação de Produtores Rurais de Carauari), participam o Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), AMORERI (Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri), Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, OPAN (Operação Amazônia Nativa),  IFT (Instituto Floresta Tropical). 1º Encontro de Confluências de Saberes Durante o 1º Encontro de Confluências de Saberes, promovido pelo Fundo Vale e ICMBio nos dias 3 a 5 de fevereiro, a ASPROC esteve presente ao lado de outras organizações parceiras para fortalecer ainda mais essa rede de apoio às comunidades que atuam com produtos da sociobiodiversidade. Comunidades tradicionais do Amazonas e do Pará que atuam em cadeias produtivas da sociobiodiversidade — como castanha-do-pará, açaí, pirarucu, babaçu, óleos vegetais e madeira de manejo sustentável.  Quilvilene Figueiredo, da Coordenação de Projetos da ASPROC, participou do encontro presencial realizado em Manaus e destacou a importância da troca de experiências com lideranças de outros territórios. “É um momento de encontro entre diferentes realidades, onde podemos compartilhar vivências sobre as cadeias produtivas desenvolvidas em diversas comunidades”, afirmou. Segundo ela, a oportunidade permitiu discutir tanto desafios já superados quanto aqueles que ainda precisam ser enfrentados. Sobre o SustentaBio O Sustenta.Bio investirá R$ 24 milhões até 2027 em 14 áreas protegidas no Amazonas e Pará, beneficiando mais de 10 milhões de hectares de floresta. Em 2024, promoveu ações para fortalecer o associativismo e a governança produtiva em comunidades tradicionais, impactando cerca de 850 pessoas por meio de capacitações, infraestrutura e novos negócios. O programa busca transformar paradigmas econômicos, melhorar a qualidade de vida local e fortalecer organizações comunitárias. Alinhado a políticas públicas e compromissos internacionais, contribui para a conservação da biodiversidade e para 8 dos 17 ODS da ONU.

EDITAL DE SELEÇÃO PÚBLICA 2024/01 – FUNDO MÉDIO JURUÁ

O Comitê Gestor do Fundo Médio Juruá, através da Repartição de Benefícios devida pelaempresa Natura Inovação e Tecnologia de Produtos LTDA., torna pública, para oconhecimento dos interessados, a abertura do Edital de Seleção Publica para implementação deprojetos socioambientais na Região do Médio Juruá, FMJ 2024/01. Para mais informações, acesse o edital completo abaixo.

Grupos de manejo do pirarucu enfrentam dificuldades devido à seca e ao aumento no custo dos insumos em mais de 40%

ASPROC lidera arranjo comercial de dez grupos no Médio Juruá, dos quais apenas cinco iniciaram a pesca Dos dez grupos participantes do arranjo comercial liderado pela ASPROC em Unidades de Conservação e Acordo de Pesca localizada no município de Carauari (AM), apenas cinco iniciaram a pesca devido a dificuldades logísticas causadas pela seca histórica no Amazonas.  Além da pesca do pirarucu, a do tambaqui também foi prejudicada pela seca, a pesca também é comprometida pelo início do período do defeso no dia 1° de outubro – intervalo de tempo em que a pesca de determinadas espécies de peixes é proibida, ou restrita, com o objetivo de proteger os animais durante suas fases mais vulneráveis, como reprodução, crescimento ou migração, garantindo a sustentabilidade das populações aquáticas.  O maior risco é o de desabastecimento da espécie no mercado – a meta da ASPROC para a safra de pirarucu em 2024 são 460 toneladas de peixe. Neste mesmo período no ano passado, 50% desse volume já estava em processamento no frigorífico, sendo que este ano, até o momento, apenas 25% do peixe capturado foi entregue. As organizações comunitárias envolvidas na cadeia do pirarucu pedem que o poder público tome medidas imediatas para atenuar esse sofrimento das famílias manejadoras e que dialogue com as organizações comunitárias para construção imediata de um plano emergencial de adaptação a mudanças climáticas extremas como a seca em curso. Em agosto de 2024, técnicos do Instituto Mamirauá, parceiro da ASPROC, elaboraram o documento “Carta com Recomendações para Mitigação dos Impactos das Estiagens Severas em Comunidades Ribeirinhas do Amazonas”. O documento foi entregue ao vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, durante visita à Reserva Mamirauá, com sugestões que incluem o mapeamento das comunidades em risco de isolamento, a ampliação da comunicação via internet para áreas vulneráveis e o aumento da rede de estações de monitoramento do nível do rio. Também foi proposta a criação de um Fundo de Ações Emergenciais e a inclusão de instituições e pesquisadores do interior no Comitê Técnico Científico sobre Mudanças Climáticas. Ana Cláudia Torres, coordenadora do Programa de Manejo Florestal Comunitário do Instituto Mamirauá, relatou os principais desafios enfrentados pelos grupos durante a estiagem. O manejo do pirarucu ocorre entre agosto e novembro anualmente. “O aumento no custo dos insumos está impactando a cadeia produtiva do pirarucu e outras atividades. O preço dos insumos nas sedes dos municípios e nas comunidades está muito alto devido ao aumento do frete e ao maior tempo de deslocamento”, explicou. As mercadorias, que antes chegavam diretamente ao porto, agora precisam ser transportadas por canoas ou pequenas embarcações, muitas vezes exigindo até três fretes adicionais, o que eleva significativamente os custos, segundo a coordenadora. Impacto no custo A seca tem causado sérios impactos no transporte das embarcações no Médio Juruá, conforme Eude Santiago, coordenador de produção da ASPROC. Ele explica que passagens anteriormente navegáveis por embarcações de pequeno porte agora estão secas, especialmente em áreas com pedras. Além disso, onde há maior concentração de peixes, embarcações maiores não conseguem acessar os locais. A seca também afetou o acesso aos lagos e forçou o adiamento de viagens de embarcações com destino a Manaus, dificultando o alinhamento entre a chegada de barcos das comunidades e a saída das embarcações que transportam o pirarucu. “Os barcos que trazem o peixe das comunidades precisam esperar dias para transferir o pescado para as embarcações que o levam aos frigoríficos em Manacapuru”, relatou Santiago. O aumento no tempo de espera e deslocamento elevou os custos de operação. Um cliente que antes pagava 0,50 centavos por quilo de transporte agora precisa desembolsar 0,70 centavos, sem contar o aumento no consumo de gelo, impactando as despesas em até 40%. Riscos Outro agravante é o risco à navegação. Em 2023, um barco que transportava pirarucu naufragou, e a escassez de embarcações para frete tem aumentado, pois muitos proprietários evitam navegar devido aos riscos associados aos baixos níveis dos rios. Raimundo Cunha, gerente do ferry boat Dona Val, tem documentado as dificuldades de navegação nos rios da Amazônia em vídeos nas redes sociais. Em um dos vídeos, ele demonstra a prática de medir a profundidade dos rios Juruá e Solimões usando canos de PVC conectados e marcados com fita adesiva. “Saímos com um bote e medimos para ver a ‘fundura’ por onde o barco pode passar, buscando o melhor caminho”, explicou. A embarcação, que faz a linha Manaus-Carauari com escala em Juruá, encalhou em uma viagem recente. “Conseguimos passar pelo Solimões, mas encalhamos em uma passagem crítica, tentamos redistribuir a carga no barco para ver como seguir viagem, mas não adiantou”, contou Cunha, explicando que, em casos de encalhe, a única saída é aguardar o resgate. Como a autorização de pesca emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) vale de agosto a novembro, é incerto se os manejadores conseguirão fazer a pesca do pirarucu até o período programado.  Outra questão que tem gerado certa insegurança é a velocidade da enchente. A seca além de extrema, foi muito rápida – o rio secou numa velocidade atípica, o que levou muitas embarcações a encalhar. Algumas comunidades no Médio Juruá como a de Xibauazinho e São Raimundo sinalizaram que analisam a possibilidade de não fazer o manejo este ano pela proximidade do “repiquete”, fenômeno que ocorre durante as cheias dos rios, exatamente quando o pirarucu começa a desovar.  Texto: Fabíola Abess Foto: Francisca Cunha/ Outubro de 2024

ASPROC vai a escolas apresentar projeto SANEAR Amazônia de acesso à água e saneamento

O impacto direto que uma gestão eficiente dos recursos hídricos pode ter nas comunidades locais foi um dos temas levados pela coordenadora de Políticas Sociais e Eventos Coletivos da Associação de Produtores Rurais de Carauari (ASPROC), Lene Praxedes, para as turmas do 2º ano do ensino médio das Escolas Estaduais de Tempo Integral Pedro Alves e Escola Carauari, localizadas na sede do Município. A iniciativa realizada pelos professores Thais Vieira e Jorge Carvalho nos últimos dias 2 e 3 de outubro, em Carauari, fez parte da disciplina Gestão e Regulação de Recursos Hídricos do curso de Qualificação Profissional e Administração de Empreendimentos Florestais de Base Comunitária, oferecido pelo Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM). “É fundamental que esses temas sejam discutidos não só nas escolas urbanas, mas também nas escolas das comunidades rurais, é um curso que poderia ser expandido também para essas comunidades”, afirmou a professora Thais. Além de apresentar a história da ASPROC e sua missão para os estudantes, Lene explanou o Projeto Sanear Amazônia, que visa melhorar o acesso à água saudável e saneamento em comunidades através de tecnologias sociais desenvolvidas para o projeto. “Essa palestra foi realizada para que os alunos pudessem conhecer através da minha experiência, a realidade de vida dos ribeirinhos com a questão do recurso hídrico nas comunidades e de que forma eles trabalham a gestão da água lá, garantindo o consumo de uma água de qualidade”. comentou Lene. A técnica destacou em sua exposição a importância da integração entre a teoria e a prática, incentivando os alunos a refletirem sobre os desafios ambientais das zonas rurais de Carauari. Sobre o SANEAR O projeto piloto do SANEAR em comunidades da Amazônia foi implementado Resex do Médio Juruá, em 2007, com apoio financeiro da Petrobras. A Associação de Produtores Rurais de Carauari (Asproc) foi a proponente, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), que ofereceu apoio para elaboração do projeto técnico da tecnologia social de saneamento rural em questão. Nesse projeto piloto foram implementadas 145 tecnologias sociais, que se encontram ainda em pleno funcionamento. A ampliação do projeto ocorreu em 2014 quando, a partir da articulação política do CNS com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), iniciou-se um processo de sistematização de tecnologias sociais de saneamento rural para a Amazônia, com base nos modelos de tecnologias implementados no projeto piloto, junto ao Programa Cisterna do MDS. Em 2015, o programa SANEAR AMAZÔNIA deu à ASPROC o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Texto: Fabíola Abess Fotos: Divulgação

ASPROC quer mais participação feminina e juventude no plano nacional da sociobioeconomia

Associação faz parte do grupo de análise e sugestões às propostas da política voltada para organizações cuja base produtiva e de manejo são compostas por povos e comunidades tradicionais A Associação de Produtores Rurais de Carauari (ASPROC) participou nos dias 25 e 26 de setembro das discussões do evento “Diálogos do Plano Nacional da Sociobiodiversidade”, em Brasília, com um tempo de fala sobre as principais demandas e desafios relacionados com a produção da agricultura familiar e organizações sociais do setor.  Entre os principais temas abordados, destacou-se a importância de mais jovens e mulheres nas construções políticas e o incentivo à participação destes nas cadeias produtivas da sociobiodiversidade, bem como oferta de cursos técnicos para este público, além dos altos custos logísticos que aumentam o preço final dos produtos ao chegarem ao destino. O evento nacional realizado faz parte de uma ação dos Ministérios do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Social, e ocorreu após cinco encontros regionais com representantes da sociedade civil, movimentos sociais e povos tradicionais, para discutir marcos legais e contribuir com ideias para o Plano Nacional de Sociobioeconomia.  Durante sua fala, o presidente da ASPROC também mencionou a burocracia enfrentada pelas organizações sociais para o acesso a políticas públicas, como a participação em chamadas públicas de aquisição de alimentos da agricultura familiar e a obtenção do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).  “A dificuldade em manter o cadastro atualizado tem sido um obstáculo, especialmente em grandes municípios. Nosso município é muito grande e seria importante que as associações sejam credenciadas para emitir o CAF dos associados”, frisou. Os beneficiários diretos do Plano são associações, cooperativas cuja base produtiva e de manejo são compostas por povos e comunidades tradicionais; empresas com cadeias produtivas integradas à base produtiva da sociobioeconomia; além de comunidades e famílias. Etapa Manaus A Oficina Regional Norte I foi realizada em Manaus entre os dias 22 e 23/08 e recebeu cerca de 70 participantes, entre estes, a ASPROC também esteve presente.  Texto: Fabíola Abess Foto: Divulgação

ASPROC apresenta projetos de melhorias nas cadeias produtivas da sociobiodiversidade

A programação da reunião quadrimestral da Associação de Produtores Rurais de Carauari (ASPROC) iniciada nesta nesta segunda-feira, (15) em Carauari (distante 788 quilômetros da capital) com o objetivo de avaliar e discutir entre dirigentes, cantineiros e equipe técnica os avanços e desafios atuais da associação, planejar e encaminhar soluções para o quadrimestre seguinte foi concluída nesta quinta-feira (18) com todos os itens em pauta debatidos.

Território Médio Juruá marca presença na Oficina de Nivelamento da Modalidade Comunidades do Projeto Floresta+ Amazônia

Dos 12 projetos selecionados no Ciclo 1, 5 são de organizações de base do Médio Juruá A Oficina de Nivelamento de projetos da Modalidade Comunidades do Floresta + Amazônia ocorreu entre os dias 17 e 19 de outubro em Brasília – DF. Cerca de 50 pessoas, entre representantes de organizações de base comunitária de Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais (PIQCT) e representantes de organizações de apoio técnico dos estados do Amazonas, Amapá, Maranhão e Rondônia estiveram presentes no evento.  O Projeto Floresta+ Amazônia é uma parceria entre PNUD e MMA com recursos do Fundo Verde para o Clima e visa contribuir com a redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). Através do edital da modalidade Comunidades, que disponibilizou o valor global de R$9,5 Milhões para o primeiro ciclo, o projeto selecionou iniciativas que fortalecem a gestão ambiental e territorial nos territórios coletivos dos povos e comunidades tradicionais da Amazônia Legal. No primeiro ciclo foram 12 projetos selecionados que pretendem gerar benefícios socioeconômicos e ambientais para seus territórios. Entre os 12 projetos selecionados no 1º Ciclo, 5 são de organizações de base comunitária do Território Médio Juruá. Sobre a parceria e competência técnica do Memorial Chico Mendes estarão sendo executados 3 projetos, propostos pela ASMAMJ – Associação das Mulheres Agroextrativistas do Médio Juruá, ANNE – Associação de Produtores Agroextrativistas da Comunidade Nova Esperança e AMECSARA – Associação dos Moradores Extrativistas da Comunidade São Raimundo. Além disso, a ASPROC – Associação dos Produtores Rurais de Carauari foi contemplada como organização de base e parceiro implementador, devido sua grande experiência com execução de projetos. A ACFRC – Associação das Famílias da Casa Familiar Rural do Município de Carauari, elaborou uma proposta em parceria com a Sitawi.  Os projetos do território buscam fortalecer as cadeias produtivas das oleaginosas, pirarucu, borracha e meliponicultura, e o polo de saboaria artesanal, fomentar ações para conservação de quelônios, além de apoiar promover ações de empoderamento sociopolítico e econômico feminino e fortalecimento das redes de apoio contra quaisquer tipo de violência contra a mulher. Juntos, esses projetos propoem a diversificação da geração de renda aliada a promoção do desenvolvimento sustentável para o território Médio Juruá. A oficina de nivelamento teve como proposta o alinhamento das equipes quanto às abordagens de gênero e salvaguardas socioambientais ao longo da execução do projeto, bem como a disseminação dos canais de ouvidoria do Floresta+ Comunidades, com o intuito de garantir a transversalidade dos temas e capacitar o olhar dos executores. Também foram abordados os mecanismos e ferramentas para prestação de contas visando garantir a maior transparência para a execução dos projetos. “A troca de experiências ao longo dos 3 dias de oficina, permitirá a todas as instituições que executem seus projetos de forma participativa, eficiente e transparente, ressaltando a importância da lisura durante todo processo vigente de cada projeto, bem como reforçar sobre a autonomia comunitária e fortalecimento das relações de parceria entre a instituição implementadora e a instituição de base comunitária que fará a coordenação do projeto in-loco. Além de muito esclarecedora, a oficina nos possibilitou a criação de uma rede entre os 12 projetos aprovados neste 1º ciclo, aproximando as boas ações em prol do desenvolvimento sustentável e conservação da Amazônia, em especial no território do Médio Juruá no município de Carauari.” – Enoque Ventura, Presidente da Associação das Famílias da Casa Familiar Rural do Município de Carauari Os incentivos financeiros agregam valores que contribuem para o uso sustentável das riquezas que a nossa Sociobiodiversidade dispõe para a região da Amazônia, e para isso se faz necessário alinhar a comunicação entre a equipe técnica dos projetos e as comunidades, para se alcançar o que é acordado e planejado para execução das atividades e projetos firmados. A participação das comunidades em oficinas, capacitações técnicas e conceituais, são fundamentais para o alcance do desenvolvimento e confecção de produtos das cadeias produtivas de cada modalidade para extração e geração de produtos que venham trazer subsídios e melhore a qualidade de vida desses povos.