📢 VAGA ABERTA | Gerente(a) de Comercialização

A Associação dos Produtores Rurais de Carauari – ASPROC está com vaga aberta para Gerente(a) de Comercialização, com o objetivo de fortalecer a gestão comercial e ampliar o acesso a mercados justos e sustentáveis para os produtos da sociobiodiversidade amazônica. O(a) profissional será responsável por planejar, executar e acompanhar estratégias de comercialização, atuando na prospecção de novos mercados, na negociação com compradores, no fortalecimento da logística e na valorização dos produtos agroextrativistas. 🌿 Principais atribuições: 🎓 Perfil desejado: 📄 Condições da vaga: 📅 Envio de propostas: Os interessados devem enviar currículo atualizado e carta de apresentação (máx. 1 página) com pretensão salarial até o dia 03 de novembro de 2025, para o e-mail:📧 asproc.associacao@gmail.comAssunto: “Gerente de Comercialização – [Nome do Candidato(a)]”
Gosto da Amazônia estreia com estande próprio na FIGA 2025

Experiência do manejo comunitário do pirarucu mostra como a Amazônia alia conservação, renda e gastronomia de excelênciaManaus (AM) – Pela primeira vez, a marca coletiva Gosto da Amazônia participa com estande próprio da Feira Internacional de Gastronomia Amazônica – FIGA 2025, que acontece de 3 a 5 de outubro no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus. A iniciativa reforça a valorização do pirarucu selvagem de manejo sustentável, alimento que se consolidou como referência de bioeconomia amazônica e modelo de conservação dos lagos da região. O Gosto da Amazônia é fruto da articulação da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC), que há três décadas defende os direitos de trabalhadores extrativistas e promove a comercialização de produtos da sociobiodiversidade. A marca conecta consumidores urbanos, chefs e restaurantes ao pirarucu de manejo, garantindo rastreabilidade, qualidade e impacto socioambiental positivo. O manejo sustentável do pirarucu é autorizado e fiscalizado por órgãos ambientais e segue regras rígidas de cota, monitoramento e defeso. A prática impede a pesca predatória, fortalece a recuperação da espécie — que já esteve ameaçada — e assegura renda justa a centenas de famílias ribeirinhas do Médio Juruá. Na FIGA 2025, o estande do Gosto da Amazônia vai apresentar ao público essa cadeia de valor construída de forma coletiva. Os visitantes poderão conhecer de perto histórias de pescadores, compreender os desafios da logística ribeirinha e degustar um produto que hoje figura em cartas de restaurantes de referência no Brasil e no mundo. “Estar na FIGA com estande próprio é uma conquista histórica. Queremos mostrar que consumir o pirarucu de manejo é apoiar a floresta em pé, valorizar a cultura amazônica e gerar oportunidades para comunidades tradicionais”, afirma Ana Alice Britto, coordenadora de comercialização da ASPROC. A participação inédita também simboliza o fortalecimento da bioeconomia amazônica como caminho estratégico de desenvolvimento. Por meio da marca coletiva, o pirarucu de manejo vem ganhando visibilidade em feiras, restaurantes e mercados diferenciados, ampliando o reconhecimento da Amazônia como território de inovação socioambiental. Serviço Evento: Feira Internacional de Gastronomia Amazônica – FIGA 2025 Data: 03, 04 e 05 de outubro de 2025 Local: Centro de Convenções Vasco Vasques – Manaus (AM) Participação: Estande próprio do Gosto da Amazônia / ASPROC Contato para imprensa:[Fabíola Abess / Telefone: 92 98161-8221 / E-mail: fabiolabess@gmail.com]
Pirarucu manejado de forma sustentável protagoniza festival gastronômico em Belém

Símbolo de uma Amazônia que alia conservação da biodiversidade, segurança alimentar e geração de renda, o pirarucu manejado pelas comunidades do Amazonas e comercializado pela ASPROC, por meio da marca coletiva Gosto da Amazônia, ganha destaque no Festival Gosto da Amazônia. O evento celebra a sociobiodiversidade pela culinária, reunindo restaurantes parceiros que apresentam pratos exclusivos com o peixe amazônico e promovem práticas sustentáveis, comércio justo e a valorização dos modos de vida tradicionais. Em curso até o dia 5 de outubro, em Belém – às vésperas da COP30 – o festival destaca o modelo de manejo comunitário desenvolvido no estado do Amazonas, especialmente em territórios como Carauari, onde ribeirinhos e indígenas organizados em associações, como a ASPROC – Associação dos Produtores Rurais de Carauari, realizam a pesca controlada do pirarucu com base em regras de proteção dos lagos, respeito ao ciclo reprodutivo e monitoramento participativo. O resultado é um exemplo bem-sucedido de economia da floresta em pé, com impacto ambiental positivo e fortalecimento das populações locais. “Ver o pirarucu manejado pelas nossas comunidades chegar aos cardápios de grandes restaurantes é uma vitória. É o reconhecimento de um trabalho coletivo, feito com seriedade, responsabilidade ambiental e muito conhecimento tradicional. É o peixe da nossa região levando a história do povo do Médio Juruá para o Brasil”, afirma Ana Alice Britto, coordenadora comercial da ASPROC. A ASPROC atua há mais de 20 anos fortalecendo o protagonismo comunitário na gestão dos recursos naturais. No caso do pirarucu, os resultados são expressivos: em áreas monitoradas, a população do peixe aumentou mais de 600% na última década. O modelo de manejo envolve contagem dos peixes pelos próprios moradores, delimitação de áreas protegidas e pesca apenas durante a estação seca, com cotas aprovadas pelo Ibama e controle rigoroso para garantir a sustentabilidade. “O manejo do pirarucu é mais do que uma técnica: é uma estratégia de vida. Garante alimento saudável, renda para as famílias e a conservação dos lagos, das matas e da cultura de quem vive aqui”, reforça Ana Alice. O Festival Gosto da Amazônia, ao incorporar o peixe manejado do Amazonas em criações gastronômicas sofisticadas, amplia o diálogo entre floresta e cidade. É também uma ferramenta poderosa de educação ambiental e valorização de territórios invisibilizados, que agora ganham espaço nos holofotes da gastronomia nacional. Gastronomia com identidade amazônica Em Belém, 24 restaurantes participam da edição do festival, servindo pratos que utilizam o pirarucu fresco, salgado ou defumado. O evento mostra a versatilidade do peixe e seu potencial gastronômico, combinando técnicas regionais e internacionais, e reforçando a conexão entre o alimento e seu território de origem. Entre os destaques: ● No restaurante Eugenia, o chef Marley d’Oliveira criou uma versão amazônica do sanduíche japonês Sando, com pirarucu empanado no pão de leite. ● No restaurante Celeste, a chefa Esther Weyl apresenta um prato que utiliza o peixe em três formas — fresco, seco e defumado — acompanhado de arroz e molho inspirado no tradicional XO chinês. ● No Com’è?! Ristorante, o prato “Pirarucu Saltimbocca” combina lascas de presunto de parma, chicória e farofa de limão. ● O restaurante Casa Blanca apresenta o “Pirarucu da Floresta”, com risoto de feijão manteiguinha, chips de macaxeira e crispy de jambu. ● Na Saldosa Maloca, o “The Amazon King” traz a ventrecha do peixe com arroz, batatas ao forno com ervas e pirão de tapioca. ● O Sushi Boulevard aposta no “Poke Amazônico”, com arroz japonês, pirarucu grelhado, camarão na tapioca, manga e harumaki de pirarucu com cream cheese. Sobre o manejo comunitário do pirarucu O manejo sustentável do pirarucu é uma estratégia de conservação e desenvolvimento local, iniciada em 1999 na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM), e hoje replicada em diversos territórios do estado, como Médio Juruá, Baixo Purus, Solimões, Uatumã e outros. Ele combina conhecimento tradicional, monitoramento ambiental e governança comunitária para garantir o equilíbrio ecológico e a viabilidade econômica da atividade. O modelo segue três regras principais: ● Respeito ao ciclo reprodutivo: a pesca ocorre apenas durante a estação seca (setembro a novembro), fora do período de desova; ● Tamanho mínimo de captura: só são pescados peixes com mais de 1,5 metro de comprimento; ● Quota controlada: o Ibama autoriza a retirada de até 30% da população adulta de cada lago, com base em contagens feitas pelas próprias comunidades. Essa experiência transformou o pirarucu — que já figurava na lista da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas de Extinção) — em uma espécie recuperada nas várzeas amazônicas. Mais do que conservar, o manejo gera renda, soberania alimentar, autonomia e dignidade para os povos da floresta. SERVIÇO: Festival Gosto da Amazônia Data: até 05 de outubro de 2025 Belém – Pará Lista completa de participantes e pratos: https://festivalbelem.gostodaamazonia.com.br Mais informações: https://www.instagram.com/gostodaamazonia/